
O que nós vemos quando observamos as pessoas a nossa volta é que a maioria delas segue a cartilha aprendida ao longo das últimas décadas na escola, no trabalho e com a família: trabalhe muito para conseguir o que deseja e assim conquistara as coisas que desejar e será feliz.
Assim as pessoas caem nesta armadilha de penhorar a felicidade à sua função e ao salário que receber por recompensa do seu esforço.
*Assim vão se construindo pensamentos do tipo: no dia que eu receber uma promoção, um aumento ou o emprego dos sonhos, vou me sentir feliz. *Primeiro devo ter sucesso e depois a felicidade me encontrará.
Só tem um problema nisso, essa fórmula é fracassada. Foram muitos anos de estudos da psicologia positiva e da neurociência para descobrir que é exatamente o inverso que acontece. Primeiro eu experimento e vivo a felicidade com o que eu tenho hoje, nas condições atuais e reais e o sucesso verdadeiro será a consequência disso seguido de novas conquistas.
Essas pesquisas científicas foram feitas com centenas de estudantes de Harvard e nas melhores empresas espalhadas pelo mundo. Manter atitudes e visões mais positivas faz com que as pessoas se tornem mais produtivas, criativas e eficientes. Durante os estudos foi observado que uma parte desses estudantes viviam estressados e focados nos excessos de atividades e falavam muito sobre as preocupações com o futuro. Já aqueles que focavam no privilégio que tinham por estar na universidade, tinham a mentalidade positiva e se destacavam nos ambientes de competitividade.
Durante os estudos, ficou constatado que de cada 5 estudantes, 4 estavam com depressão ou desenvolvendo o quadro e 1 estudante estava florescendo acima da curva, apresentando altos níveis de resiliência, desempenho, produtividade e humor. Então, esses estudos passaram a focar não nas doenças emocionais ou problemáticas daqueles quatro e sim neste estudante que apresentava os melhores resultados e se mantinha motivado. A partir de 1998 podemos encontrar os resultados dos estudos da psicologia positiva, idealizada pelo psicólogo Martin Seligman e sua equipe, que veio a se firmar como a ciência da felicidade, onde o foco está em avaliar o que está dando certo e aplicá-lo no nosso dia a dia. Apesar de ser ainda muito nova, essa ciência vem fazendo mudanças significativas quanto ao comportamento dos estudantes, profissionais e em todas as instituições para podermos mudar o olhar sobre nós mesmos, deixando de lado o esforço em sermos bons naquilo que vai mal e nos envolver mais com o que nos proporciona bem-estar e felicidade.
A partir do envolvimento da universidade de Harvard em reconhecer e aplicar a psicologia positiva como ciência, pudemos ter acesso ao famoso ?JEITO HARVARD DE SER FELIZ?, onde sucesso é consequência de plenitude e felicidade. No trabalho feito ao redor do mundo nas melhores empresas, o mesmo comportamento observado nos estudantes estava presente nos trabalhadores destas instituições. A partir de então aumentou o interesse em ouvir mais sobre estes assuntos relacionados a felicidade que envolve não só a vida pessoal, mas todas as áreas, inclusive o trabalho.
Pense em algo que você realizou com excelência e que te trouxe um estado muito intenso de realização, mentalize reviver a cena. Quais foram as habilidades que você dispensou para realizar tal atividade? e quais são as emoções que esta lembrança te traz?
É sobre isso, observar o que te faz ficar mais engajado, envolvido com o que está realizando. Quais são os atributos positivos que você usa quando precisa passar por um desafio e apresentar resultados excelentes?
Quando paramos para fazer essas avaliações, podemos perceber as mudanças no corpo com uma descarga de hormônios de bem-estar e felicidade como oxitocina, dopamina, serotonina e endorfina.
Ficou comprovada, através dos estudos de neurociência, a vantagem da felicidade para fortalecer a positividade psicológica no cérebro humano. Ou seja, conforme nos moldamos positivamente para as oportunidade e experiências vividas no presente, maiores as chances de assertividade na realização dos processos. Quanto mais adquirimos novos hábitos e nos envolvemos com os desafios focando em micro ações, mais favoráveis são as conquistas de resultados satisfatórios. A tendência do fracasso é fazer voltar aos hábitos antigos, porém, quando estabelecemos níveis de energia e comportamento, conseguimos reestabelecer os novos e bons hábitos de maneira duradoura.