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Durante muito tempo em minha vida me perguntei porque estava neste mundo, o que vim fazer aqui, e para onde vou depois.


Quem nunca se viu perguntando estas e outras coisas sobre a vida.

Depois que entrei no mundo do desenvolvimento humano, estas e muitas outras questões se resolveram na minha mente. Um ponto que deixo claro sobre a minha convicção logo de cara é a de que não existe autoconhecimento e sim conhecimento do alto. Essa clareza torna a nossa vida fantástica e extraordinária. Somos chamados o tempo todo a colocar os nossos talentos em evidência e mostrar ao mundo o que viemos fazer aqui. 


A nossa singularidade é a resposta que precisamos para saber o que viemos fazer aqui. Cada pessoa tem os seus componentes de fábrica na criação, que será o diferencial no cumprimento do propósito e na entrega ao mundo daquilo que justamente vai nos dar o sentido real de felicidade.


Valorizar o que você tem de bom, as habilidades que correm naturalmente na sua vida e que tem a sua pitada de autenticidade apesar de todas as técnicas aprendidas ao longo do processo. Somos seres em busca de evolução, mas temos o principal dentro de nós mesmos. 


Não importa qual profissão ou função você tenha, o principal ponto é saber quais são os seus talentos natos e aperfeiçoá-los para usar dentro dessas funções que você escolheu seguir ou para mudar de área e fazer o que deseja no seu íntimo.


Nos últimos cinquenta anos a psicologia se ocupou do sofrimento e de aspectos confusos e doentes, mantendo sua atenção nas coisas que não iam bem nas pessoas. Mas as situações de dor e de sofrimento não podem ser vistas como regra, e sim como exceção. Isso foge do tripé inicial dos pilares da psicologia quando foi instituída, que era de tratar as doenças mentais, tornar a vida das pessoas mais produtiva e identificar e desenvolver talentos. Porém, no decorrer desses anos, a Psicologia ficou paralisada na exceção, concentrando-se naqueles que sofrem ou que estão doentes, desprezando estudos sobre as pessoas saudáveis e seus potenciais. O resultado da falta desse olhar para os dois outros pilares resultou em necessidades não atendidas de milhares de pessoas que, em função do desconhecimento de seu funcionamento cognitivo e emocional, adoeceram.


Identificar e reconhecer as forças e talentos humanos vão também proporcionar mais realização e bem-estar para as pessoas, fazendo com que cada um se empenhe nos seus potenciais, se tornando mais produtivo e, consequentemente, mais felizes. E esse trabalho pode ser feito também em conjunto com os tratamentos mentais, fazendo com que o foco no que é bom prevaleça e os sintomas das doenças mais comuns, como depressão, ansiedade e estresse, diminuam ou desapareçam.


Muitas empresas ainda não se adaptaram a linguagem dos talentos e isso promove a velha cartilha de tentar corrigir e treinar os pontos fracos. Esse olhar é mais um fator que favorece a baixa produtividade e não coloca as pessoas para trabalharem no seu melhor estado de ativação dos pontos fortes.


Talentos são características inatas nas pessoas, que ao serem identificados e praticados se tornam seu ponto forte e quanto mais praticado, maiores os níveis de bem-estar e satisfação, o que podemos considerar como flow. Isso significa que quando estudamos e adquirimos conhecimento sobre algo que não sabemos fazer e não temos habilidade, podemos desenvolvê-la, mas estas não poderão ser consideradas como talentos. A chave para desenvolver um ponto forte é a identificação dos talentos dominantes que devem ser refinados com conhecimento, técnica e prática. O fator comparação leva os seres humanos a entrarem em uma onda de querer fazer o que está dando certo para o outro, e essa tentativa de aprender a técnica em algo onde não há o talento pode levá-lo a exaustão e a doenças emocionais. Don Clifton e seus colaboradores do Instituto Gallup, chegaram a um diagnóstico dos principais talentos inerentes ao ser humano, podendo ser feito o teste para saber como é a nossa classificação. Dentro da minha mentoria para líderes, eu trabalho esse estudo a fim de colocar essas pessoas no seu potencial máximo de desempenho e autoconhecimento.


?A natureza inspiradora dessa história, na verdade, mascara um grande problema: superar deficiências é uma parte essencial do princípio que define a nossa cultura. Nossos livros, filmes e lendas estão repletos de histórias em que o mais frágil supera dificuldades extraordinárias. E isso nos leva a celebrar mais aqueles que triunfam sobre a própria falta de habilidade natural do que os méritos de quem tira partido de seus talentos inatos.? (Descubra seus pontos fortes 2.0 ? Instituto Gallup/Tom Rath)