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Estamos diante das nossas duas vertentes do processo de mudança: DOR X AMOR.


Tomar a decisão de mudar, nos faz passar pela autodescoberta, sendo um processo muito forte e geralmente motivado por processo de dor. O processo se dá quando passamos por forte impacto emocional e é como se uma venda caísse dos nossos olhos nos fazendo enxergar o caminho a frente.


Não fomos feitos para ficar parados, estagnados na dor e nem para nos isolar em nós mesmos. A vida nos empurra de alguma forma para a próxima fase e a dor é a zona de expulsão, a quebra do ego como senhor das nossas ações. Há duas possibilidades com esse aspecto: ou aceitamos o processo de mudança e nos reformulamos para ser uma pessoa melhor, aquela que ensina, serve e ajuda; ou então, saímos desse lugar para cair em um lugar abaixo que vai nos diminuir e limitar como pessoa, simplesmente por medo ou orgulho.


O andar de cima é dolorido no processo, mas gera crescimento, gera ações e atitudes. Crescemos com ele e aceitamos o amor na nossa vida, passamos a acreditar mais na nossa capacidade de passar todos esses ensinamentos para os outros, pegando na mão de quem precisa subir e viver o extraordinário. Este lado é sempre o caminho da mudança positiva, da transformação e de aprender com muita humildade e perseverança. Essa nova fase nos direciona para o futuro, permitindo sonhar, traçar metas e conquistar objetivos. As nossas ações serão um reflexo das nossas buscas daí em diante e os resultados serão visíveis através das pessoas que nós ajudarmos no processo. Nossos dias passam a ser vividos todos com muita intensidade e, assim, realizamos tudo o que for possível para que cada nova fase seja completada e sirva também de modelagem para quem estiver caminhando ao nosso lado.


Não pense que pelo amor você estará livre dos desafios. A diferença é que no amor enxergamos logo de cara o que precisa ser feito e nos dedicamos desde o início. Positividade, gratidão e coragem, vão ser os combustíveis para encarar esses desafios de frente e ir subindo cada degrau do crescimento interno necessário a nós, seres humanos. Já o crescimento movido pela dor, pode passar pelo processo da autossabotagem, ativar o mecanismo de fuga e voltar ao mesmo evento de dor que serviu de impulso para começar, pois sempre remete ao passado e ao apego com as velhas emoções negativas pertinentes a ele. Isso não significa que não vai dar certo, mas tem que estar muito bem preparado para esses momentos e saber ativar o sábio que está dentro de nós, evitando, dessa forma, o retrocesso ou fuga.


?Não se coloca remendo novo em tecido velho?. A mudança exige novidade, renascimento e cura. É de extrema importância fazer a ressignificação dos eventos de dor do passado para não voltarem a te sabotar pelo caminho. Como esse aprendizado, aprende-se também a curar o presente fazendo a catarse sempre que perceber que algum fato não correu bem e pode gerar desconforto futuro. Resolva fazendo perguntas. Isso vai ativar o nosso sistema de recompensa e de merecimento para nos fortalecer sempre que tivermos que vencer os desafios. A distância da vitória para o fracasso é a persistência. Quem persiste vence ou aprende.