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Sempre escuto essa pergunta sobre como fazer as escolhas certas ou tomar as melhores decisões.


Mas já vou logo te adiantando que não vou te passar uma receita de bolo e sim deixar claro o que é bom e o que é mal, e a escolha cabe a cada um.


O pilar de sustentação da Psicologia Positiva são as virtudes que o ser humano oferece e então já vai ficando fácil sobre como fazer escolhas positivas. Somos seres em desenvolvimento neste mundo, sempre aprendemos um pouquinho a cada dia e isso envolve fortalecer nossas virtudes. 


Mas vamos então destrinchar essa questão sobre as nossas escolhas. O livre arbítrio nos leva a ouvir a voz da dúvida, e o que poderíamos fazer que traria arrependimento e prejuízos? Quando algo nos incomoda, precisamos cortar para não prejudicar o resto, como uma planta que necessita de poda quando é invadida por uma praga ou quando é momento de retomar o crescimento.


Quando temos várias opções a serem seguidas, nos perguntamos qual caminho seguir, mas a pergunta é, o que eu posso escolher que irá ser bom para mim e para os que estiverem ao meu redor quando eu estiver lá na frente. Não podemos simplesmente nos apegar ao que estamos abrindo mão momentaneamente e sim olhar a longo prazo sobre o investimento que estamos fazendo e a nossa vontade de que as coisas deem certo. 


Quando queremos realmente prosperar, precisamos em primeiro lugar verificar qual é o nosso nível de entrega, se estamos realmente dispostos a ajudar aos outros com a nossa decisão. Virtude sem entrega de energia não é virtude. Precisamos cada vez mais nos engajar em crescer saudavelmente olhando para quem está a nossa volta e aceitando que para isso é necessário se desapegar de prazeres imediatos.


E como rejeitar as escolhas erradas em um mundo tão materialista? A resposta é justamente a pergunta. Não podemos ignorar que há uma inteligência infinita que governa o nosso mundo, mas poucos param para ouvi-la e se escondem por trás das escolhas erradas que uma massa inconsequente escolhe fazer.


Quando permanecemos em estado consciente de que há um único Deus e uma única inteligência, passamos a fazer nossas escolhas de acordo com essa inteligência e não pelo nosso próprio entendimento.


Essa consciência nos dá Inteligência, Sabedoria e Conhecimento para sabermos discernir entre o bem e o mal ,e a medida principal disso tudo é quando percebemos que já não agimos mais por impulso, mas passamos a escolher o que vamos fazer, pensar e falar. Um comportamento errado, por exemplo, é fruto de uma escolha errada, pois se vai trazer qualquer tipo de prejuízo ao ambiente, já sabemos que não foi a melhor decisão.


As principais virtudes são: Sabedoria, Justiça, Temperança, Humanidade, Transcendência e Coragem. Sabendo um pouco mais sobre isso, podemos clarificar o caminho inapropriado para seguir, ou seja, ansiedade, preocupação, culpa, exagero, fofoca, maledicência, ganância, ira, gula, luxuria, soberba, inveja e tantos outros atos são inócuos a uma boa decisão tomada. 


A partir do momento que tomamos as decisões certas, nos tornamos a própria inteligência em ação e isso é fantástico dizer, pois a partir do momento que você conhece essa verdade, você se torna liberto da sua forma anterior. Se antes você tomava decisões baseadas em traumas, e te fazia uma pessoa vingativa ou reativa, por exemplo, quando passa a colocar os princípios a frente, as suas decisões são feitas a partir das virtudes. A nossa mente só conhece o agora e ela não age por julgamento e sim por registros armazenados, sendo assim, o que a PNL (Programação Neurolinguística) propõe, por exemplo, é que você reprograme a sua forma de pensar e coloque o driver certo no lugar.


Não fomos criados seres problemáticos e sim, seres capazes de solucionar problemas através da inteligência infinita que nos permite desenvolver a criatividade. Não aceite respostas prontas da sua mente reativa, mas sim consultando a sabedoria.


Eu acredito que logo no início do texto você esperava ouvir sobre a palavra intuição. Acertei? Podemos usar os nossos cinco sentidos também como reforço para enxergar a realidade, mas como as decisões são tomadas no escuro, não sabemos aonde ela vai nos levar. Será que lembramos nestes momentos de recorrer a algo maior como a inteligência Divina e não a nossa própria intuição? Isso seria muito raso, porque estamos falando de escolhas certas e duradouras, mesmo quando usadas nas situações mais simples da vida.