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Começo esta conversa com você que se interessou por autoconhecimento, e que, consequentemente, tem te despertado para o autodesenvolvimento. 


Vou pontuar a minha opinião sobre o estado de mudança que todo esse processo gera, pegando também como base o livro de JOE DISPENZA ?QUEBRANDO O HÁBITO DE SER VOCÊ MESMO.?

O ser humano tem consigo a capacidade geradora de mudança e tudo isso está vinculado às suas escolhas. Todos os dias somos convidados a essas mudanças, mas nem sempre estamos dispostos a sair da nossa zona de conforto para avançar e dar um passo a frente. Somos todos seres individuais vivendo em sociedade e por isso é ótimo ativarmos esse desenvolvimento interior onde podemos ser melhores para nós mesmos e para o mundo.


Na fase adulta, o pensamento mais comum do ser humano é que seus costumes e hábitos são a sua própria vida e a única maneira de atuar neste mundo. Esse é um grande equívoco que se torna mais uma das crenças limitantes espalhadas pela sociedade.


O limite da nossa capacidade está nas nossas escolhas e decisões e não no determinismo imposto por classes, idades ou gêneros. Nossas decisões e ambientes que escolhemos estar falam muito sobre a vida que levamos e os resultados que temos. Muitos ficam paralisados assistindo à vida dos outros de camarote e não se permitem viver a sua própria vida, e sair da zona de conforto. O argumento é de que os outros tiveram mais sorte e que a sua época já passou. Infelizmente essa é uma fala que acaba enfraquecendo os pensamentos de crescimento e a capacidade de transformação das pessoas.


As condições da nossa mente em alcançar novidades e criar diferentes desafios, vai depender sempre do que procuramos para a nossa vida. A mente tem poder para realizar os nossos desejos desde que tenhamos ações efetivas que nos levem a trilhar esse caminho.


O autor Joe Dispenza usa uma definição para os nossos comportamentos, onde o pensamento é a linguagem da mente e o sentimento é a linguagem do corpo, e a partir disso ele desenvolveu todo um método para sair dos velhos hábitos e viver a vida com mais realização e abundância. 


A maior dificuldade em fazer mudanças é porque somos repetidores de padrões, ou seja, quando os pensamentos são repetidos com a mesma frequência na mente e não há mudança de sentimentos e emoções no corpo, fica mais difícil quebrar esses padrões de comportamento acarretando processos de autossabotagem.


Muitos hábitos como comer em excesso ou procrastinar vem dessa falta de conhecimento. O cérebro acostumado com pensamentos negativos, por exemplo, está acostumado a ativar o seu sistema de recompensa imediato experimentando o prazer que esses comportamentos geram, e negligenciando os males que eles causam, afetando todas as áreas da vida.


A primeira estratégia para a mudança de um hábito é mudar o pensamento. Sim, o pensamento é o mestre das suas ações e isso vai ajudá-lo a avançar quebrando crenças e barreiras que possam aparecer no meio do caminho. O Universo está a seu favor neste momento, mas o que você permite habitar na sua mente irá influenciar totalmente nas suas ações, e consequentemente, nos seus resultados.


Ao observarmos e avaliarmos os nossos pensamentos, nós estamos abrindo a caixa do inconsciente e trazendo para o consciente, ficando muito mais fácil detectarmos os medos e as objeções que poderiam atrapalhar o processo. Dessa maneira podemos mudar o pensamento que queremos daqui para frente simplesmente selecionando o que queremos que passeie pela nossa mente ou não. O fato de mudar os pensamentos vai contribuir diretamente na instalação ou troca de hábitos.


Para avançar nesse novo comportamento, é preciso exercitar mais uma atividade: a da visualização. O nosso cérebro não tem a capacidade de distinguir o real do imaginário, então tudo o que contamos para nós mesmos será levado para o subconsciente. Assim, fica muito mais fácil chegar a realização do que você estipulou como meta. É importante também na hora de visualizar, deixar rolar as emoções e sensações que o acontecimento irá te proporcionar. Essa é uma das técnicas das pessoas bem sucedidas para fazerem o seu subconsciente trabalhar a favor delas. A partir dessas emoções, fica mais fácil fazer os ensaios mentais da tarefa executada, isso pode cooperar com a superação do tamanho do nosso objetivo, quebrando barreiras e recordes pessoais. Esse procedimento nos ajuda até mesmo com as fobias que desenvolvemos ao logo dos acontecimentos da nossa vida. Podemos quebrar os medos que nos atingem, ou seja, vamos nos expondo gradativamente aquilo que nos paralisava até chegarmos em proporções maiores. Eu mesma tenho bastante receio de atividades nas alturas, o que nem sempre foi assim, passei a ter medo mais recentemente. Tenho enfrentado algumas situações de menor impacto ficando exposta a esses medos, para melhorar isso até eu perder todo o medo.


Temos o fator genético aí no meio das nossas decisões, mas esses desafios neurais podem fazer alterações em nossas células e nos permitir a mudança. A epigenética é o estudo de como os elementos ambientais podem afetar os genes. As descobertas científicas descobriram que a genética por si só não dita seu destino. Seu ambiente tem um impacto significativo sobre se seus genes são expressos ou silenciados.


A comida que escolhemos no dia a dia pode influenciar diretamente nesses fatores, permitindo maior qualidade de vida e longevidade. Então, o estilo de vida que escolhemos pode ter impacto positivo ou negativo sobre a nossa genética. 


As mudanças sempre começam na mente (pensamentos), e o corpo receberá esses estímulos para desempenhar as ações (sensações e emoções). Por isso, eventos de alto impacto emocional nos fazem ter pensamentos instantâneos e o corpo reflete todo sentimento que o fato pode causar. O corpo é um executor dos estímulos que recebe, assim, uma pessoa que pensa em dor e sofrimento, vai experimentar mais disso; pessoas com pensamentos de gratidão, coragem, generosidade, irão estar mais preparadas para passar por adversidades focando na solução dos problemas abrindo mão da reclamação. 


Os eventos de estresse também têm impacto nas nossas decisões por nos colocar em estado de sobrevivência. O cortisol lançado no nosso organismo no momento que isso acontece é um fator altamente negativo e nos tira a capacidade de resolver as situações com sabedoria. Existem técnicas eficazes para cercar esse comportamento e nos ajudar a criar novas trilhas neurais que não seja a de estado de luta ou fuga. 


A capacidade do cérebro humano é infinita e por isso, nunca é tarde para aprender novas atividades, entrar em projetos diferentes do que estamos habituados ou mesmo fazer mudanças geográficas. O ser humano é adaptável e sociável o bastante para passar por mudanças apenas adquirindo o hábito de pensar diferente em novas situações as quais estiver exposto. Nesse processo, é importante entender a lei do desapego, ou seja, para construir algo novo, você precisa desconstruir o que estava ocupando o espaço. Uma forma de entender o nosso processo de mudança é inserir o hábito da meditação. Meditar faz com que passemos a ser o observador, assim, conseguimos nos ver de fora do corpo e da mente, deixando os pensamentos irem e virem sem julgamento, sem apego. Algumas vezes vamos ter clareza do que queremos realizar após a nossa meditação. 


Apesar de termos necessidades materiais, o resultado não está ali, e sim nas nossas realizações interiores como autodesenvolvimento e amadurecimento saudável. Procurar a felicidade fora, em coisas ou em pessoas é fugaz, só descobrimos o segredo do verdadeiro sentido da vida quando nos encontramos dentro de nós mesmos e descobrimos o propósito maior de nossas vidas.