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Ao pensar em felicidade como um direito, vamos nos perguntando mais, o que fazemos pela nossa felicidade.


Mas será que fomos ensinados a olhar a felicidade pela perspectiva das virtudes humanas?

Com isso, a pergunta a ser feita muda para a terceira pessoa: o que eu faço pela felicidade do outro?


Sim, aqui quero mostrar um pouco sobre a importância disso para a nossa felicidade. O que nos preenche como seres humanos precisa ser olhado também por esse anglo, colocando as nossas forças e habilidades em prol de solucionar problemas, melhorar ou impactar a vida de outras pessoas. Ao praticar as nossas virtudes aumentamos o nosso percentual de felicidade, e passamos a não olhar para a nossa as nossas dificuldades simplesmente por estar praticando nossas habilidades naturais.


A prática das virtudes só se torna possível quando voltamos o nosso olhar para a vida e a felicidade do outro. Uma mãe que se diz feliz, por exemplo, só consegue pensar em felicidade quando cuida do filho a ponto de dar a sua vida por ele, esse é um exemplo de entrega total e que proporciona bem-estar e felicidade. Um conjugue só faz o outro feliz a partir do momento que entende as linguagens de amor do outro e se coloca a serviço dele no sentido mais colaborativo e de entrega total. Assim, a sociedade como um todo só pode ser completa quando entende que a felicidade está em colocar as nossas melhores habilidades a favor das outras pessoas. Isso é tão verdadeiro que podemos também encontrar essa felicidade até mesmo em servir pessoas que nem conhecemos, mas que nos sentimos realizados em ajudar nos doando de alguma forma. Um grande exemplo disso é o voluntariado, que são serviços oferecidos na sociedade aonde as pessoas que se colocam a disposição, não recebem nada por isso e não têm vínculo nenhum com quem irá receber esse ato de serviço. Dessa forma, vamos entendendo que praticar virtudes como generosidade, amor, esperança, vitalidade, perseverança, justiça e muitas outras nos fazem crescer como seres humanos e além de preencher o vazio existencial, ainda gera uma gratificação interior difícil de explicar e mensurar.


Em todos os seguimentos e instituições é possível aplicar esse conhecimento da prática de virtudes. Estamos falando de uma linguagem muito simples devido ao fato de extrair as qualidades que há em cada um e de desenvolver o senso colaborativo em geral, permitindo melhor aproveitamento dos talentos e habilidades na sua atuação como profissional ou em outros eventos da sociedade.

Por se tratar de uma doação de si mesmo, independente de interesses, não é possível acontecer esse processo sem que haja um crescimento do senso de empatia, tanto consigo mesmo como para com o outro. E assim vamos atingindo um nível de equilíbrio no uso de tais virtudes, em que tudo o que eu fizer tem que beneficiar a mim e aos outros e não apenas uma das partes. Isso nos faz também observar mais e entender melhor as qualidades das pessoas do nosso convívio, seja em nossas casas, no trabalho ou nas comunidades. Uma das virtudes que precisamos desenvolver é a auto aceitação, o que nos leva a reconhecer melhor as nossas qualidades e gera um sentimento de aceitação das pessoas como elas são no sentido de qualidades, sem a exigência de que façam tudo exatamente como nós julgamos correto. Ao abandonar essa exigência de que as pessoas sejam como nós, aumentamos nossa sensibilidade de enxergar e ressaltar suas qualidades. É a partir desse olhar que paramos de exigir que de nós e dos outros habilidades naquilo que não temos o menor talento para executar.

É preciso tomar a iniciativa de olhar para todas as áreas da nossa vida com a coragem de buscar por autoconhecimento, saber quem somos e como podemos curar nossas feridas. Depois disso resolvido ir deixando as coisas boas que nos preenchem como seres humano ir preenchendo cada ponto para que não haja dificuldade em ser altruísta de forma genuína. Podemos sair das armaduras criadas ao longo da vida, sair do politicamente correto simplesmente para agradar as pessoas e nos prejudicar, e mergulhar em doar a nossa vida em vida, não por interesses, mas por propósito, por sentido e significado, buscar servir a uma causa que seja maior que nós mesmos. Pensar em crescer com o propósito de fazer a vida do outro melhor a partir da minha colaboração. Ser feliz é um direito essencial de todos.


Existem vários estudos recentes sobre felicidade dentro da psicologia positiva sob a perspectiva de Martin Seligman, que abordam diferentes aspectos, incluindo os determinantes da felicidade, os efeitos de intervenções específicas para promovê-la, as diferenças culturais na compreensão e experiência da felicidade.

O que é considerado determinante da felicidade?

Os pesquisadores tem explorado fatores que contribuem para a felicidade, e isso inclui relacionamentos sociais, ou seja, relacionamentos positivos que vão influenciar diretamente na vida de cada pessoa. A busca por uma saúde mental equilibrada incluindo principalmente a área emocional que também irá ser fator de grande relevância para quem deseja se manter bem. Podemos considerar ações simples e importantes para esse cultivo de felicidade como, por exemplo, se conectar com a natureza, praticar meditação, atividades físicas e a gratidão podem proporcionar momentos de calmaria e serenidade para o enfrentamento da vida cotidiana. Outra característica percebida nesses fatores é sobre ter um propósito de vida, ou seja, servir a uma causa que seja maior do que a sua própria existência, isso traz às pessoas muita clareza de sua existência e sua importância no mundo como um todo. Além desses, vamos encontrar também outros fatores que, embora não ocupem o topo da lista, como renda e status socioeconômicos, influenciam as respostas das pessoas que se declaram felizes segundo essas pesquisas.

Todos os estudos sobre felicidade levam em consideração os aspectos culturais e socioeconômicos de cada país ou região. Com o aumento do uso de tecnologia digital e redes sociais, os pesquisadores também estão investigando o impacto dessas ferramentas na felicidade e no bem-estar mental das pessoas.

Esses são apenas alguns exemplos de áreas em estudos recentes sobre felicidade. Essas pesquisas acabam sendo interdisciplinares que combina insights da psicologia, economia, sociologia e outras disciplinas para entender melhor o que nos faz felizes e como podemos cultivar uma vida mais satisfatória e significativa.