
Vou falar uma pouquinho com você que sempre se faz a pergunta: por que perco o foco com o passar do tempo?
Quando o tempo passa existe uma tendência muito grande de que um hábito vá ficando em segundo plano e quando você vai ver já parou até de fazê-lo. Isso te parece comum?
Para adquirir um hábito existe um gasto grande de energia para manter-se focado, disciplinado e motivado. Mas, com o passar do tempo todo esse sacrifício é colocado em risco e tudo parece voltar a estaca zero.
Pois bem, fique em paz e saiba que você não é a única. Essa é uma tendência natural do ser humano por ainda termos o cérebro reptiliano dentro do nosso sistema. O estado de sobrevivência acaba falando mais alto, e esse sistema de proteção, primitiva, impera. Por isso, se a ação não for bem estabelecida, a escolha será pelos antigos hábitos que por muito tempo fizeram parte da sua vida e oferecem recompensa imediata.
Isso não é diferente quando passamos a olhar mais para o nosso autoconhecimento. É um processo que exige uma série de mudanças nos nossos hábitos para adquirir os aprendizados necessários como ter mais disciplina, priorizar leitura ao envés de lazer, frequentar ambientes que oferecem aprendizado, e olhar para dentro de você mesmo. Com o passar do tempo o diálogo interno vai aumentando e se o objetivo não for bem forte, acabamos jogando a toalha e retornando ao estado original.
E você também deve se perguntar porque tantas pessoas fogem do autoconhecimento? A resposta, caso você não saiba, é porque dói, pois é preciso ter coragem de assumir as próprias fraquezas e fracassos de frente. Esse processo levanta as coisas que queremos deixar embaixo do tapete. Aprendemos a deixar o ego imperar em nossas vidas e se não podarmos esse monstro, nos entregamos as doenças emocionais que causam os males no corpo e na alma.
O cérebro, quando bem trabalhado, consegue focar nos objetivos desejados e mesmo quando a mente deseja entrar em processos de autossabotagem, ele consegue ser mais forte que as vozes bloqueadoras. É necessária uma série de mudanças e reprogramação de crenças interiores para conseguir dentro da autoaceitação força para continuar em desenvolvimento. Ao olhar isso racionalmente, parece tão fácil, não é? Basta se disciplinar e ter opinião. Isso é o que rola nos bastidores. Mas, não é bem assim, esse processo é individual. As raízes precisam ser tratadas, as coisas que estão lá no mais profundo solo, ressignificar bloqueios gerados lá na infância, por exemplo.
Existe uma plateia que vê de fora e pronta para julgar os vícios e comportamentos dos outros. Mas todo processo de mudança requer um cuidado e acolhimento grande para se manter no processo e entender que o nosso interior é como um jardim. Mesmo fazendo todo esse processo, é preciso mantê-lo, cultivá-lo e ter paciência porque as flores escolhem uma estação do ano para florir, mas nas outras temos que estar em contínua vigilância.