
Quando falamos em qualidade vida e em como ter uma vida boa, não podemos de maneira nenhuma ignorar o que pode estar nos prejudicando quando pensamos em avançar.
Temos que observar as situações em que parece que tudo é favorável, mas de alguma forma algo nos paralisa.
Você já parou para analisar quais comportamentos podem estar impactando no seu estilo de vida e na aparente falta de oportunidade?
Temos aí um sentimento muito grave e profundo que altera o modo de agir de muitas pessoas inconscientemente, o sentimento de rejeição. Para falarmos sobre isso, é necessário voltarmos a nossa primeira infância e resgatar aqueles fatos que nos despertaram lembranças e emoções negativas, e impactam na nossa vida até hoje, sendo um fator repetidor e tóxico.
Na vida adulta sabemos reconhecer e dar nome às nossas emoções, e isso nos ajuda a escolher o próximo caminho a ser seguido, e assim ressignificarmos esses sentimentos passando a ter uma vida de abundância.
São muitos fatores dentro desse contexto que podem impactar nas nossas atitudes e decisões da vida adulta. As feridas da rejeição podem gerar muitas situações de constrangimento, como, por exemplo, se sentir excluído pelas pessoas; achar que está sendo tratado com menosprezo; se submeter a relacionamentos abusivos ou tóxicos por compreender que isso é o normal para a sua vida; ser reativo e agressivo o tempo inteiro por achar que as pessoas irão te ferir; não conseguir tomar decisões e deixar que os outros façam escolhas por você.
Além desses comportamentos, poderíamos citar tantos outros que também nos prejudicam de modo geral. Mas o bom é que a cura está na sua própria decisão de mudança e de aceitação a uma vida extraordinária.
Para viver o agora precisamos aceitar esta volta constante à nossa criança interior e nos permitir fazer a mudança dessas emoções indesejadas. Para estarmos bem no presente, é preciso olharmos para o nosso passado com esperança e com a certeza de que todas as situações pelas quais passamos serviram como aprendizado. As emoções negativas que sentimos lá atrás não pode ser referência para a vida presente. O processo que precisamos é exatamente inverso, ao passarmos a olhar para aquela dor do passado e a acolhermos com uma emoção positiva que possa substituir essa dor e pôr a esperança no lugar, ou seja, que nos ajude a sair de um ciclo depressivo. Quando não ajustamos o passado, o futuro fica comprometido, sendo remetido ao medo e por isso gera a ansiedade em tantas pessoas, que acabam não se arriscando ou fazendo o que precisa ser feito para evitar passar por aquela mesma dor novamente. O futuro deve ser organizado em sonhos, objetivos e projetos que abrem a nossa visão para as oportunidades e novas experiências, para, assim aproveitar uma vida cheia de possibilidades.
Mesmo que você não se lembre muito bem dos eventos do passado, é importante dar nome as emoções vividas no presente e avaliar quais são os gatilhos que levam a tais comportamentos, usando uma linha do tempo para ressignificar e sair desse ciclo que leva à autossabotagem.
A zona de conforto é uma das consequências desses eventos, é uma maneira do cérebro se proteger para evitar situações que favorecem as repetições dos eventos do passado, mesmo inconscientemente. A repetição de padrões é comum nas pessoas que se sentem rejeitadas, mas não tem esse conhecimento.
Faça visitas ao seu passado quando se sentir constrangido, diminuído, excluído, abandonado ou ignorado. Veja quais situações te fizeram se sentir assim, e converse com a sua criança interior, pois ela, sim, ficou abandonada em sentimentos e emoções que realmente não sabia lidar e nem reconhecer. Um fato passado que pode acontecer a uma criança é ser esquecido ou perdido em algum lugar pelos seus tutores; ter ficado sozinho por um espaço grande de tempo; sofrer agressões físicas por parte de seus cuidadores ou responsáveis; ter sofrido abuso verbal, sexual ou emocional; casos de abandono ou adoção; ter crescido em ambiente inseguro de brigas e violência; presenciar a escassez financeira, alimentar ou afetiva na família.
Esses são alguns exemplos de situações que podem fazer você desenvolver depressão, ansiedade, estresse, fuga, vícios, exageros, compulsões e muitos outros bloqueios emocionais.
É claro que uma boa terapia vai ajudá-lo a fazer essa mudança e a seguir em frente sem carregar esse peso nas costas. É muito importante saber pedir ajuda para mudar todo quadro autodestrutivo que se manifestar. Mas o amor de Deus é o que vai realmente nos libertar disso e nos fazer ter coragem de fazer essa mudança. Jesus Cristo carregou uma cruz muito pesada por nós, inclusive a da rejeição, para termos vida e a termos em abundância, sem tristeza, amarguras, ressentimentos e ódio.
Nós podemos recorrer aos dons do Espírito Santo que nos dá clareza e discernimento do que pode estar nos acorrentando e trazer à consciência esses fatos. A nossa liberdade é um direito conquistado na cruz para nos desligarmos desses vínculos negativos que só adoece o ser humano. Se o seu desejo é ser uma pessoa decidida, vitoriosa e altruísta, é necessário tomar posse dessa liberdade para que sua identidade seja resgatada e viver o verdadeiro propósito de vida com mais coragem e confiança.