
Qual é a relação entre ter uma vida saudável e a gestão das emoções?
As nossas emoções estão diretamente ligadas a tudo aquilo que nos move, as nossas buscas, crenças e experiências. Não dá pra pensar em avançar emocionalmente sem assumir o domínio das próprias emoções.
O primeiro passo para que isso aconteça é ser o dono da sua própria mente, e não deixá-la desgovernada aceitando todos os pensamentos entrarem e desequilibrar suas emoções. Os pensamentos são como alimentos, se não prestarmos atenção, e selecionarmos bem, muitas afirmações falsas e crenças negativas vão se enraizando e, sem perceber, vamos ficando doentes, achando que tudo o que se instala na mente é normal.
Podemos fazer a auto gestão, ou seja, escolher tudo o que entra e tudo o que sai dela todos os dias através do exercício de observar os nossos hábitos e os ambientes que procuramos para receber informações. Temos o poder das escolhas, de deixar de ser escravos do meio em que vivemos e criar novas maneiras de receber energias mais saudáveis, de nutrir a nossa mente com informações produtivas e assim nos expressar de maneira mais positiva e confiante. Não conseguimos parar os pensamentos, a nossa mente está sempre empenhada em algo como se fosse uma oficina que não para dia e noite, mas podemos monitorar esses pensamentos criando um modo de diálogo interno, fazendo perguntas para que tudo que venha ao nosso consciente seja tratado de forma mais inteligente.
Podemos ainda contar com a auto sugestão, isto é, traçar os nossos objetivos e buscar informações para serem instaladas na mente. Nós podemos criar pensamentos construtivos e ambiciosos para o nosso próprio crescimento.
O autor Dr. Augusto Cury nos fala do método D.C.D. em seu livro Treinando as Emoções Para Ser Feliz:
Duvidar ? ao receber uma informação da mente, a primeira atitude é duvidar do que ela está te contando. Qualquer afirmação feita pela mente precisa ser transformada em suposição e então fazer a checagem dos fatos através do ato de fazer perguntas. Questionar é a melhor alternativa para não deixar os pensamentos correrem soltos e sair por aí atropelando tudo o que vem pela frente através de falas impensadas e atitudes impulsivas. Através do ato de duvidar, você já estará dando o primeiro passo para não cair nas próprias armadilhas e assim as emoções vão aprendendo a dar um espaço antes de serem expostas e fazer algum estrago do qual você tem que ficar corrigindo depois, ou perder oportunidades de estar mais presente nos lugares que você deseja estar ao mudar a rota dos pensamentos negativos confrontando-os com formas mais otimistas e positivas de encarar a vida.
Criticar ? o crítico interno dos nossos pensamentos entra em ação agora e entra na briga pelas respostas mais sábias. Nesse intervalo dos pensamentos mais perguntas internas vão sendo feitas e mais possibilidades de acertos internos. Fazer perguntas do tipo:
Por que você está sentindo isso?
Por que deseja isso?
Por que falo dessa forma?
Por que preciso escolher isso agora?
E o mesmo com questões do tipo onde, quando, quem e o que?
Sempre te trazendo respostas claras e explicativas fugindo do sim ou não apenas.
Isso vai trazer sugestões mais claras de como agir bem, principalmente consigo mesmo. Muitas vezes, neste estágio dos pensamentos vamos enxergando que as crenças devem ser eliminadas, ou eu crio experiências praticadas a partir dessa crença transformando-a em um fato, ou eu a elimino de vez abrindo espaço para o novo.
Decidir ? A partir do momento que exército filtrar os pensamentos passando pelos dois estágios anteriores, eu passo a tomar as minhas próprias decisões com maior chance de acerto. Com isso, tomamos decisões emocionais, mas que passam primeiro pelo nosso racional.
Esse processo é indispensável para quem procura viver de maneira mais leve e menos impulsiva evitando decisões erradas e também a estagnação mental.